Arquivo do mês: dezembro 2009

Richarlyson faz aplique e confirma: Massa hetero do futebol só tem babaca

Hoje o mundo do futebol está um alvoroço que só. Não é só por causa do final do campeonato que aconteceu no último domingo, quando o Flamengo alcançou a marca de 6 vezes campeão brasileiro, assim como o São Paulo que ano passado conseguiu a mesma proeza. O drama de hoje é a mudança de visual do jogador Richarlyson, do São Paulo, conhecido por ser chamado de homossexual.

Richarlyson, ou Ricky para os mais íntimos, é um volante muito dedicado ao time que defende. Atualmente joga no São Paulo, e como todos sabem, eu sou uma sãopaulina fanática. E fico MUITO triste quando vejo o preconceito que ele sofre, todos os dias, ao entrar no gramado. Preconceito que vem de jogadores do mesmo e de outros times, do próprio clube, de outros times e é claro, da torcida. Não é intrigante o fato de pessoas xingarem um jogador que dá o sangue e suor pela mesma camisa que você torce?

Filho de um ponta esquerda do Coritiba da década de 80 e irmão do atacante Aleksandro, do Inter, Ricky tem que passar por urros, vaias, xingamentos em todos os lugares que passa. Porém, durante os anos, só me deu alegrias. Faz gol, joga bem, defende o time, briga com juiz quando precisa… E faz gol! Só em 2009, Ricky teve lances incríveis em partidas importantes como o confronto contra o Palmeiras no Brasileirão deste ano:

São Paulo x Fluminense também Brasileirão de 2009:

Agora vamos ao vídeo que fez com que a “fama” de gay do Ricky fosse enviada à caixa de entrada de todos os sãopaulinos e simpatizantes que defendem o jogador. É um rápido vídeo onde ele está com amigos tomando café.

Hoje, Richarlyson apareceu para a imprensa mostrando seu novo visual, provavelmente inspirado no look de Ronaldinho Gaúcho. O que acham que aconteceu com a preconceituosa imprensa brasileira, e com o bando de 98% de babacas brasileiros que se acham muito machos xingando qualquer indício de homossexualidade no futebol?

Chamada de hoje na home do Tricolor do Globo.com:

Eu sei que a maioria do povo da moda detesta futebol, mas isso é um caso de homofobia generalizada que exige uma posição de todos nós. E você, tem medo de tomar gol de um gay? Abaixo deixo na íntegra um texto incrível do blog Rolo Compressor, sobre homossexuais no futebol brasileiro.

“Não há sequer um jogador de futebol que se assumiu gay no Brasil.

Não houve um único homem de fibra que disse em qualquer microfone de qualquer rádio em qualquer partida: Queria mandar um abraço ao meu marido.

Já entendi a resposta, não temos que misturar a vida pública com a pessoal. O trauma é que não existe vida pessoal até o momento, nem para ser misturada. Não há um único gay declarado. Temos cinco Copas do Mundo, somos eleitos o melhor toque de bola da terra, e não localizamos um gay jogando na Primeira, na Segunda e na Terceira Divisão, tampouco nos campeonatos regionais. Não é estranho?

Não é o caso de sair do armário, é para sair do arquivo secreto. Em toda profissão, encontraremos profissionais gays bem sucedidos, resolvidos, abertos. Menos no futebol.

É um mistério – para não dizer um escândalo – a homofobia.

Procuramos bares e festas gays, músicas e filmes gays, amigos e confidentes gays, não conseguimos pensar nossa vida sem a transparência sexual e emocional, porém não sentimos que há alguma coisa errada nos gramados. Como? A ausência não é natural. É forçada, ensaiada, recalcada. Desse jeito, os estádios brasileiros são campos de concentração. É uma omissão digna de Fidel Castro, que perseguiu milhares de militantes.

Jogador não se assume gay, é acusado. Gay ainda é visto como uma acusação no futebol. Uma ofensa ao rival. Nenhum atleta se expressou publicamente com medo do boicote, com medo de ficar no banco, com medo de ser descartado do elenco, com medo de represália na família.

Ser gay no futebol permanece como fofoca, maledicência, safadeza. Onde estamos? Quando não é inferiorizado por ataques, vira folclore. Anedotário.

Persevera um tabu católico de que o gay é um desvio da natureza, um problema psicológico, uma doença física. Convenhamos, vamos falar sério. Como gente grande. Técnicos não abrem a boca, dirigentes fingem que não é censura, comentaristas aceitam a armação purista.

Será que temem um jogador gay tomando banho no vestiário, convivendo com colegas seminus? Será que imaginam que ele atacará? Que ficará olhando, flertando? Que vai derrubar o sabonete de propósito?

Mas, então, os clubes de piscina devem ser fechados. Não inauguramos o respeito, não aprendemos sobre intimidade. É uma desonra confundir gay com tarado. É uma distorção confundi-lo com promíscuo.

Craque pode se encontrar em motel com travestis, só não pode ser homossexual.

Sabe o que é isso? Covardia da própria masculinidade.

Avançamos no combate ao racismo na torcida, mas liberamos os gritos de bicha e de veado. Inclusive incentivamos as crianças a cantar. Isso não é liberdade de expressão, é crime. Coerção coletiva, disposta a humilhar, é crime.

Não adianta modernizar as arenas para a Copa de 2014 se não modernizarmos a moral.

A bobagem que se conta é que os gays não jogam futebol. É preciso ter um desconhecimento total do assunto para apoiar tal ingenuidade perversa. Gay joga futebol, nem melhor nem pior, joga como qualquer um.

No imaginário gay é necessariamente mulherzinha. Quer dizer, não tem virilidade, não tem desenvoltura para esportes de macho. Ocorre que gay é plural, tem tudo que é tipo de gay. Uma das possibilidades entre os gays é partilhar identificação com uma mulher forte na sua história (geralmente a mãe) e então se parecer com ela. Identificação não é tudo, aliás, às vezes não é nada. Muitos homens, pais de família, apaixonados por mulheres, com forte elo feminino, não desejam beijar um homem, nunca passou o apelo pelo corpo.

O problema é que ser gay não está na identificação, e sim na escolha do objeto erótico. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, não se aproximam nem se contaminam.

Um gay pode ter uma forte identificação com seu pai, voz grossa, partir para porrada por qualquer coisa, ser da tropa de choque, mas desejar homens para transar.

E sobejam os casos mistos, ter uma identificação feminina e ao mesmo tempo uma escolha de objeto homo-erótico.

Nelson Rodrigues afirmava que dentro de homem existe sua infância enterrada feito sapo de macumba. O ele faltou dizer é que também está enterrado em cada um de nós o nosso oposto, o sócio minoritário das nossas escolhas, é ele que treme quando o assunto é gay. Quanto pior enterrado, quanto maior esse sapo, mais vai reprimir nos outros para reprimir em si mesmo.

Será que não há também torcedor gay no país? Que vida esse torcedor está defendendo no estádio? ”

ATUALIZAÇÃO:

Muitos me perguntaram sobre o ponto de vista estético do penteado novo do jogador. E não, eu não achei bonito não, mas achei que ele teve que ter BOLAS pra fazer um bafo desse no meio de tanta polêmica que já causou. Portanto, bonito ou não, apoio o Ricky até se ele quiser colocar peitos!!!!!!!!!!!

Por Gabi Pacheco

Anúncios

15 Comentários

Arquivado em agora é sério

Vídeos fervidos

Pra começar essa belíssima sexta-feira de bem com a vida, dois vídeos ótimos pra dar risada.

O primeiro é uma coisa fofa cuticuti da titia:

A segunda é a coisa mais engraçada que eu vi no Hermes e Renato. O novo clipe do “Eu também sou Hype”. ASSISTAM É GENIAL!!

Boa sexta!! 🙂

Por Gabi Pacheco

Deixe um comentário

Arquivado em ferveção

Nasceu nos anos 70/80? Veja esse vídeo!!

O Thiago ( @hailtheriches ) me mandou esse vídeo que me fez sentir velha e mais experiente. Assistam!!! (Não consegui embedar nessa porcaria).

The decade according to 9-year-olds from allison louie-garcia on Vimeo.

Por Gabi Pacheco

2 Comentários

Arquivado em agora é sério

Ficando gagá…

Sem mais.

Por Gabi Pacheco

2 Comentários

Arquivado em ferveção

Queremos avisar

Por mim ela podia cair de cabeça no chão. Já arrumava a moleira da bicha…

Lady Gaga se apresentando para a rainda da Inglaterra

Via Petiscos

Por Gabi Pacheco

1 comentário

Arquivado em Queremos avisar

will.never.end


camisetas incríveis com mensagens depressivas pra nós góticos vivendo em pleno alto verão de 2009 achando que os anos 90 passaram rápido demais…
outras estampas http://www.davidlindwall.com/

por juliana muñoz

1 comentário

Arquivado em Uncategorized

Dita Von Teese na Harpers Bazaar russa

Podemos ganhar uma Dita de Natal?

Mais fotos aqui.

Por Mariana Rezende

Deixe um comentário

Arquivado em beleza é pra quem pode, presentes