Fervendo no Maquinária

Eu sei que todo mundo vai ficar falando do festival Planeta Terra e do quão apertadas eram as calças skinny dos indies no Playcenter, mas eu quero obviamente falar do melhor festival do ano, o Maquinária. Onde eu, pela primeira vez em meus 24 aninhos e meio de existência vi no palco uma das melhores bandas da história. FAITH NO MORE!

Antes de falar do show principal, é de bom tom falar sobre a organização do evento que em resumo, achei muito boa. Não peguei tanto trânsito pra ir, nenhum tumulto na porta e todos os show começaram na hora. Não faltou bebida, e o espaço da área VIP era bem legal, mesmo vendo personas como Badauí zanzado por ali.

Me muni de todas as cervejas e copos de Smirnoff Ice que consegui bancar e comecei assistindo Deftones, que mandou muito bem no pôr do sol de sábado. Eu fiquei bem emocionada viu, fazia tempo que não ia num show tão bom. Logo depois veio Jane’s Addiction e foi aí que a coisa começou a ficar boa mesmo. Mano, DAVE NAVARRO, are you serious? Que bofe! Que body! Como eu amo o rock n’ roll!!!!!

Perry Farrell foi um show à parte, com um look de deixar qualquer um babando. Glam Rock é vida!!!!!! Quando tocaram “Been caught stealing” minha vida toda passou na frente dos meus olhos.

Logo após o show, a chuva veio coroar os roqueiros que se aglomeravam na frente do palco principal esperando por qualquer grunido que o mestre Mike Patton podia fazer a qualquer instante. Porém ela asustou, já que o vento fazia com que todos os instrumentos do palco ficassem encharcados. Compra capa, tira cara, coloca capa, tira de novo, e desistimos, já molhados e felizes que o show estava por vir. E começou, com a banda MARAVILHOSA, em uma sintonia perfeita tocando um cover de Peaches & Herb, chamada “Reunited”. A versão original é muito boa, dá uma olhada:

De terno vermelho e usando um distintivo no estilo “xerife”, Mike fez graça, falou em português várias vezes, levando todo mundo ao delírio. Coitados dos microfones que foram praticamente estuprados por ele. Enfim, saí com a alma lavada depois de um show que valeu cada um (dos muitos) reais que investi.

mike

No domingo ainda rolaram outros shows meio emos, mas confesso que fiquei mordida por não ter ido ver o Duff McKagan. Mas não dá, eu também tenho que comer, não é mesmo minha gente?

duff no brasil

As fotos são do Daigo Oliva, exímio fotógrafo do G1.

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